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UNIÃO BRASIL, PL, REPUBLICANOS: Os presidentes de partido que falaram contra o fim da 6×1

25 de maio de 2026 · por sindsep-am

A proposta de reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso, para quem é registrado pela CLT, está para ser votada na Câmara dos Deputados. Será o fim da extenuante jornada 6 x 1.

Neste momento é preciso lembrar o posicionamento sincero – sem filtros marqueteiros – de dirigentes políticos que controlam importantes bancadas do Congresso.

O presidente do Partido Republicanos, bispo-deputado Marcos Pereira (RJ), é contra ter dois dias de descanso na semana. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele declarou que “quanto mais trabalho, mais prosperidade”; “lazer demais faz mal”, “conheço famílias em que o fulano, quando parou de trabalhar, morreu rápido”; “a população vai fazer lazer onde? O povo não tem dinheiro. Vai ficar mais exposto a drogas, a jogos de azar.” (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/presidente-do-republicanos-diz-que-alertou-motta-contra-fim-do-6×1-ocio-demais-faz-mal.shtml)

Num convescote com empresários, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou “nós vamos trabalhar para não deixar votar”. Ao ser incentivado por aplausos dos empresários completou “vamos dar a vida pra isso”, para atrapalhar a tramitação e não deixar votar.

No mesmo evento, o presidente do Partido União Brasil, Antonio Rueda, disse “essa proposta é muito danosa para a economia e para o setor produtivo”, “temos que tentar segurar essa proposta”.

Eles são contra desde sempre. Há mais de 100 anos, quando os trabalhadores lutavam pela jornada de oito horas, conquistada, no Brasil, somente em 1932, os argumentos eram os mesmos.

Em 1925, tentando barrar o projeto de lei de 15 dias de férias, o patronado dizia “vai quebrar o país”. Afirmavam que 15 dias sem trabalho seriam altamente prejudiciais, pois, com tanto tempo livre, os trabalhadores se dedicariam à “vagabundagem” e ao vício, como a bebida e o jogo.

Décadas antes, com argumentos similares, as classes dominantes do país tentaram impedir o fim da escravidão negra.

Hoje, o noticiário sobre o envolvimento de figuras desse bloco político empresarial-extremista-de-direita no escândalo do Banco Master e a defesa que fazem das chamadas “bets” mostram bem quem patrocina e quem exerce a vagabundagem, o vício e o jogo.

  • Edison Cardoni é diretor da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Condsef/Fenadsef

Edison Cardoni

Sindsep-AM