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Bate-papo aponta importância da organização coletiva na luta dos servidores públicos

21 de agosto de 2026 · por sindsep-am · atualizado em 21 de agosto de 2026
Reprodução/Sindsep-DF

A diretora do Sindsep-DF e titular do Departamento de Educação e Cultura (DEC) da Condsef/Fenadsef, Inês Souza, participou, na tarde desta quinta-feira (20), de um bate-papo com os novos servidores do Ministério das Cidades, recém-ingressos na carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATPE). Na ocasião, a sindicalista reforçou a importância de um sindicato geral para o fortalecimento da luta coletiva, afirmando que, quando cada carreira luta isoladamente, os direitos do conjunto da classe trabalhadora tornam-se mais vulneráveis.

Sindicato geral e classista

Inês também enfatizou o papel do Sindsep-DF como um sindicato classista, que reconhece que a luta dos servidores e empregados públicos integra a luta histórica da classe trabalhadora no enfrentamento das desigualdades impostas pelo capital. Por essa razão, o sindicato é filiado à Condsef/Fenadsef, que integra o conjunto das entidades representativas do funcionalismo em todo o Brasil, e à CUT, que reúne trabalhadores do campo e da cidade, dos setores público e privado.

Organização e defesa dos serviços públicos

A dirigente explicou ainda que, como sindicato geral representativo do conjunto dos servidores e empregados públicos lotados no Distrito Federal, o Sindsep-DF organiza a categoria na luta por melhores salários e condições de trabalho, na defesa de serviços públicos gratuitos, universais e de qualidade para o povo brasileiro e também pelo atendimento das reivindicações específicas dos servidores, que podem se organizar tanto por local de trabalho, carreira ou segmento, como é o caso das recém-criadas Seções Sindicais dos Servidores PCDs e Responsáveis por PCDs e dos Servidores Indígenas.

Ela lembrou que foi graças à luta organizada pelo Sindsep-DF, com o apoio da Condsef/Fenadsef, que os servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e, mais recentemente, do Ministério da Educação (MEC), conquistaram seus respectivos planos de carreira. “Na Funai, ainda em plena pandemia de Covid-19, impulsionados pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, os servidores receberam apoio material, político e jurídico para a realização de atos e greves. Já no MEC, foram 60 semanas ininterruptas de atos e mobilizações, que só foram possíveis graças ao apoio do sindicato”, afirmou.

Valorização das carreiras e enfrentamento às reformas

Ela também informou que o sindicato tem cobrado do governo a valorização das carreiras do Poder Executivo Federal, com a correção das distorções salariais que afetam os servidores dos níveis superior, intermediário e auxiliar, agravadas pela Lei 15.367/2026. Inês também recordou a luta para barrar, no Congresso Nacional, os projetos de reforma administrativa e as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 32/2020 e 38/2025, ambas extremamente prejudiciais ao funcionalismo público como um todo e aos servidores.

Filiação fortalece a luta coletiva

Ela encerrou sua intervenção renovando o convite para que os servidores se filiem ao Sindsep-DF, fortalecendo a luta coletiva em defesa de melhores salários, melhores condições de trabalho e de mais e melhores serviços públicos. É por meio da filiação que o Sindsep-DF organiza coletivamente as trabalhadoras e os trabalhadores do Executivo Federal, garantindo apoio material, político e jurídico às lutas da categoria. Assembleias, atos, vigílias, mesas de negociação, campanhas salariais e greves só são possíveis com uma base sindical consciente, organizada e fortalecida.

Durante a atividade, também foi distribuída a cartilha “Vantagens e Benefícios de ser Filiado”. A publicação apresenta um histórico das principais conquistas da categoria, resultado da luta coletiva organizada pelo sindicato ao longo de seus 39 anos de atuação, além de reunir a lista de convênios e parceiros da entidade.

Sindsep-DF
com Condsef/Fenadsef

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