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Conab eleva previsão de safra total de grãos em 2025/2026 no Brasil e estima novo recorde

18 de setembro de 2026 · por sindsep-am · atualizado em 18 de setembro de 2026
Foto: Ilona Frey por Pixabay

A safra total de grãos e oleaginosas do Brasil foi estimada nesta última terça-feira (15) em recorde de 361,7 milhões de toneladas em 2025/26, ante 360,75 milhões na previsão de agosto, de acordo com o último levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para o ciclo.

O volume total representa uma alta de 2,6% em relação à temporada anterior, destacou a Conab em comunicado sobre o fechamento da safra 2025/26, que marcou recordes para a produção de soja e milho, as duas principais culturas do país.

A revisão mensal se deu principalmente com um ajuste positivo na safra de milho, agora estimada em 144 milhões de toneladas, versus 142,96 milhões na previsão do mês anterior.

“A estimativa incorpora o avanço da colheita do milho segunda safra, que registra produtividades acima do previsto”, disse a estatal.

A safra total de grãos e oleaginosas cresceu com impulso de 1,7% na área plantada, para 83,5 milhões de hectares.

“Os maiores incrementos ocorreram na cultura da soja, que incorporou 1,3 milhão de hectares (2,7%), no milho, com aumento de 762,5 mil hectares (3,5%), e no sorgo, com alta de 32,9% (537 mil hectares)”, informou a Conab.

A estatal também destacou crescimentos nas produtividades, que bateram recordes na soja e o milho, em meio a clima favorável e ganhos proporcionados por investimentos em insumos.

O Brasil é o maior produtor e exportador global de soja. No milho, o país é o terceiro produtor mundial, atrás dos EUA e China, sendo ainda um dos maiores exportadores do cereal.

A safra de soja do Brasil 2025/26, já colhida, foi prevista em 180,4 milhões de toneladas, ante 180,46 milhões na estimativa de agosto. No comparativo anual, houve alta de 5,2%.

As exportações de soja devem atingir patamar recorde com embarques previstos em 116,2 milhões de toneladas, ante 116,24 milhões na previsão de agosto.

Para a safra 2026/27, a estimativa da Conab é de recorde de 181,64 milhões de toneladas de soja, mas um crescimento de apenas 0,7% no comparativo anual.

A área plantada com soja deverá aumentar 1,4% no comparativo com o ciclo anterior, para 49,3 milhões de hectares, indicou a estatal sobre a principal safra do Brasil, maior produtor e exportador global da oleaginosa.

O crescimento da área será o menor em termos percentuais dos últimos 20 anos, devido à redução das margens de rentabilidade e em função da menor atratividade econômica para novas áreas.

A revisão na estimativa para a safra de milho aconteceu com uma melhora na perspectiva da segunda safra, em fase final de colheita, prevista em 112,1 milhões de toneladas, ante 111 milhões na previsão do mês anterior. Apesar disso, houve queda anual de 1% na segunda safra.

O aumento da safra total de milho foi suportado por ganhos na colheita de verão.

A safra 2026/27 está projetada em 148 milhões de toneladas de milho, um aumento de 2,8% em relação à temporada anterior e a maior colheita já registrada no país. As exportações de milho foram estimadas em 46,01 milhões de toneladas para 2026/27, acima das 43,9 milhões de toneladas da temporada anterior.

Espera-se que a demanda interna continue em expansão, impulsionada pelo crescimento constante da indústria de rações e pelo rápido desenvolvimento do setor brasileiro de etanol à base de milho.

Para o algodão, a previsão indica 4,14 milhões de toneladas (pluma) para o ciclo 2025/26, alta de 1,5% ante 2024/25, nível mais elevado da série histórica, mesmo com a retração de 3,2% na área cultivada, com as produtividades maiores compensando o recuo no plantio.

No trigo, com colheita em andamento, a safra foi estimada em 5,74 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 27,1% em relação ao ciclo passado. O recuo reflete a redução de 21,2% na área cultivada, além de produtividade menor.

Já a safra de arroz foi prevista em 11,08 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 13,2% em relação ao ciclo anterior devido à redução de 14% na área plantada.

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Roberto Samora
São Paulo|Reuters

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