CUT realiza seminário sobre letramento de gênero e enfrentamento ao feminicídio
A Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora e a Secretaria Nacional de Formação da CUT realizam, no próximo dia 29 de julho, o seminário “Letramento de Gênero: formação sindical para enfrentar a misoginia, a violência e o feminicídio”. A atividade é voltada a dirigentes sindicais, militantes, educadoras e educadores populares, formadoras e formadores, cursistas da formação sindical e integrantes dos coletivos estaduais e nacionais da CUT.
O seminário integra as ações da Campanha Permanente da CUT contra o Feminicídio e dialoga com o Protocolo da CUT contra Assédio e Violência de Gênero, buscando fortalecer a formação política e sindical sobre direitos das mulheres, políticas públicas e enfrentamento às diversas formas de violência de gênero.
A proposta vai além da discussão de conceitos. A CUT define o letramento de gênero como uma ferramenta política, pedagógica e sindical para reconhecer desigualdades, enfrentar a misoginia, combater a violência contra as mulheres e fortalecer práticas sindicais comprometidas com a igualdade, a democracia e a defesa da vida.
A iniciativa também pretende contribuir para que sindicatos, ramos, estaduais e coletivos incorporem esse debate em suas práticas formativas, na organização dos locais de trabalho, nas negociações coletivas, nas campanhas salariais e nas ações de acolhimento às mulheres em situação de violência.
“Será um momento de extrema importância para que nossos dirigentes possam expandir a consciência e o conhecimento sobre questões fundamentais que a sociedade precisa superar. O seminário é uma ferramenta de formação voltada à identificação das desigualdades de gênero, ao enfrentamento da misoginia e da violência contra as mulheres e ao fortalecimento de uma atuação sindical comprometida com a igualdade, a democracia e a defesa da vida”, diz Amanda Corcino, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.
Programação
O seminário terá três exposições principais:
• Ana Prestes, socióloga e cientista política, abordará o conceito de letramento de gênero e sua importância para a formação política e a ação sindical.
• Nicole Gondim Porcaro, advogada e assessora técnica da Liderança do PT na Câmara dos Deputados, fará um panorama das disputas em torno dos direitos das mulheres no Congresso Nacional, destacando avanços, retrocessos e desafios legislativos.
• Clara Lis Coelho de Andrade, da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério das Mulheres, apresentará as políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio, à misoginia e à violência contra as mulheres.
A mediação será de Amanda Corcino. A abertura política ficará a cargo da secretária nacional de Formação, Rosane Bertotti. A atividade também prevê momentos de diálogo entre as exposições e encaminhamentos voltados à incorporação do letramento de gênero nas ações das entidades CUTistas.
De acordo com a organização, o seminário parte do entendimento de que o enfrentamento à violência contra as mulheres exige formação, organização sindical, acolhimento, mobilização e atuação permanente. A expectativa é fortalecer a capacidade das entidades CUTistas de reconhecer situações de violência, ampliar a prevenção e incorporar a defesa da vida das mulheres como parte da ação cotidiana do movimento sindical.

Resumo
Letramento de Gênero: é um processo de formação que busca desenvolver a capacidade de reconhecer desigualdades, discriminações e violências de gênero e transformá-las em ações de prevenção e enfrentamento. Na proposta da CUT, essa formação deve orientar a atuação sindical na defesa dos direitos das mulheres e no combate à misoginia e ao feminicídio.
O seminário pretende discutir como esse tema pode ser incorporado ao cotidiano das entidades sindicais. Entre os principais objetivos estão:
• fortalecer a formação política e sindical sobre gênero e direitos das mulheres;
• compreender como as desigualdades de gênero se manifestam nas relações de trabalho, nas instituições e na sociedade;
• debater o cenário legislativo relacionado aos direitos das mulheres e os desafios atuais;
• apresentar políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres;
• ampliar o conhecimento sobre a Campanha Permanente da CUT contra o Feminicídio e o Protocolo da CUT contra Assédio e Violência de Gênero;
• estimular sindicatos e entidades CUTistas a incorporar esse debate em suas atividades de formação, negociações coletivas, campanhas e práticas internas.
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