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Em assembleia, Sindsep-AM convoca servidores a defender direitos em meio à disputa presidencial

16 de outubro de 2026 · por sindsep-am · atualizado em 16 de outubro de 2026
Foto: Ascom/Sindsep-AM

MANAUS – O Sindsep-AM realizou na manhã desta sexta-feira (16) Assembleia Geral para discutir a defesa dos direitos conquistados pela categoria nos últimos anos e o risco de retrocessos em meio à reta final da eleição presidencial, disputada por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A reunião teve participação expressiva de servidores ativos e aposentados, que antes das discussões se reuniram em um café da manhã de confraternização.

Estavam presentes os diretores Francisco Picanço, Raimundo Serejo, Moisés Castro Lima, Waldik Lima, Carlos Tomé Silva, José Duarte, James Saboia e Mario Jorge, além de Gleig de Sá, Jorge Lobato, Margareth Buzaglo, Menandro Sodré e do advogado da assessoria jurídica, Francisco Estevão, entre outras lideranças importantes do Sindsep-AM. O encontro aconteceu na sede do sindicato.

O secretário-geral, Walter Matos, fez um balanço dos quase quatro anos do governo Lula e afirmou que todos os servidores públicos tiveram ganho real no período, incluindo recomposições salariais de cerca de 24,75%, o aumento de 160% no auxílio-alimentação e ajustes no auxílio-saúde e creche.

“Pela primeira vez na história nós zeramos a inflação de um governo e ainda tivemos ganho real acima de 7%”, destaca. As vitórias foram possíveis porque a gestão federal abriu mesas de negociação e as entidades sindicais se mobilizaram nas ruas, nas redes e nas discussões com o governo.

Apesar de todas as vitórias, ainda há muito a se fazer, e as entidades sindicais temem que uma mudança de ventos no governo federal trave as lutas em andamento. Walter destacou que um eventual governo Flávio Bolsonaro travaria pautas em andamento, como a instituição da negociação coletiva como política de Estado, a ratificação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), além de discussões sobre auxílio nutrição para aposentados e auxílio saúde para os intoxicados pelo DDT.

“Nós entendemos que é nosso papel discutir esses temas, de acordo com o princípio do nosso estatuto, que inclui a defesa dos servidores na economia, política e administração. Por isso, estivemos aqui hoje”, afirmou.

Walter também manifestou preocupação com a proposta de mandato de seis anos e com o corte de gastos prometido pela campanha de Flávio, que, em sua avaliação, atinge os direitos sociais e as pessoas mais necessitadas.

O dirigente lembrou ainda que Daniela Marques, cotada para o Ministério da Economia, já declarou que os sindicatos atrapalham. “Se ataca o sindicato, ataca a categoria dos servidores”, afirmou.

Alerta sobre cortes e perda de direitos

A percepção de que o funcionalismo pode ser o principal alvo de um eventual ajuste fiscal em um governo Flávio Bolsonaro também apareceu em outras falas. Segundo a secretária de Assuntos Jurídicos, Margareth Buzaglo, as notícias que circulam indicam que os cortes prometidos pela campanha bolsonarista recairá sobre os servidores, o que torna necessária a organização da categoria. Ela defendeu que os servidores informem a população e a base do sindicato, filiados e não filiados, sobre os riscos.

“O servidor pode perder gratificação, que é parcela da nossa remuneração, e se arrisca a perder a estabilidade”, disse. De acordo com a dirigente, a possibilidade decorre da promessa de mudar a Constituição e da experiência do governo Jair Bolsonaro, quando não houve reajuste aos servidores. Pelo contrário, a reforma administrativa ameaçou retirar estabilidade, o ‘loteamento’ dos cargos públicos, entre outras medidas.

A secretária-adjunta da Mulher, Maria Carmozina de Araújo, aposentada do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), afirmou que a assembleia serviu para lembrar os colegas da importância de votar em Lula. Para ela, o voto não se limita à figura do candidato, mas representa a defesa das conquistas da categoria, sobretudo as sindicais.

Carmozina defendeu que os servidores ocupem as ruas, mostrem de que lado estão e conversem diretamente com colegas, familiares e amigos. “É preciso fazer o boca a boca”, resumiu.

Ascom/Sindsep-AM

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